28/12/2012

Cai o número de casos de Aids em Sergipe

O número de casos de Aids caiu mais de 33% em Sergipe. As informações são da Coordenadoria do Programa de DST Aids de Estado da Saúde.  Em 2011, foram notificados 278 casos. Já em 2012, foram detectados 184.


A redução se deu também no número de mortes. Em 2011, morreram 70 pessoas. Em 2012, o número de mortes chegou a 55, uma redução de 22%. Os dados do relatório revelam ainda, que desde 1.987 até hoje foram registradas 3.088 casos de Aids.   

O Ministério da Saúde vai passar a cadastrar todos os brasileiros portadores do vírus da Aids. A cada resultado positivo diagnosticado num exame o laboratório irá passar os dados do paciente para o cadastro. Atualmente as notificações só são feitas quando uma pessoa soropositiva desenvolve a Aids. As informações são sigilosas e o objetivo do cadastro é conhecer o perfil dos portadores do HIV para formulação de políticas públicas.
“Isso tem uma vantagem individual e uma coletiva. A individual é que a pessoa descobrindo precocemente que é soropositiva poderá iniciar o tratamento mais cedo e isso vai melhorar a qualidade de vida dela. E a coletiva é que essa pessoa que descobriu que é soropositiva e que teve o tratamento  iniciado precocemente vai diminuir a carga virial dela e consequentemente a probabilidade é menor dela infectar outras pessoas. Acho que essa obrigatoriedade da identificação vai ter uma importância extraordinária para todo o Brasil”, explica Almir Santana, coordenador do Programa DST Aids em Sergipe.
“Esse resultado foi uma surpresa. Aumentamos a oferta do teste. E poderíamos ter tido uma explosão nos números. É surpreendente a melhoria. Mas ainda tem uma parte da população que está relaxando, não está usando camisinha. E outra que não acredita na Aids. São 31 anos de epidemia no mundo. Mas infelizmente tem gente que ainda não usa camisinha”.
O médico aproveitou para alertar que nos dias de hoje não existe mais grupo de risco. “Quem não usa camisinha está exposto. Não existe mais grupo de risco. E sim, situação de risco. Muitas pessoas não usam camisinha em função da bebida, porque estão apaixonadas, ou são casadas e tem dificuldade de usar o preservativo”.
Diferença de ter o vírus e ter a doença

“Quando a pessoa faz o teste que deu positivo ou reagente e ela é assintomática a chamamos de soropositiva. É a pessoa que tem o vírus. Quando a pessoa tem o vírus e começa a desenvolver os sintomas: febre há mais de dois meses, diária há mais de dois meses, perda de peso sem outras causas. Ai dizemos que a pessoa tem o vírus e a Aids propriamente dita. O soropositivo pode transmitir a doença, porque quem transmite é o vírus. A pessoa é potencialmente transmissora se não usar camisinha”, explica Almir.

Ele destaca ainda a questão da notificação. “O é notificado é o numero de pessoas com Aids, o que significa é que essas pessoas não se infectaram agora. Elas se infectaram há cinco, dez anos, quinze anos atrás e agora a doença se manifesta.  Agora que vai ter a identificação do soropositivo a gente vai ter um dado mais real”.
O cadastro

O exame é confidencial. Depois do resultado a pessoa que faz o aconselhamento irá fazer o cadastro. “O profissional é capacitado para manter o sigilo.  Em 2013, vamos ter o exame em praticamente todos os municípios sergipanos. E essas pessoas vão fazer o cadastro e manter sigilo sobre os dados”.


Fonte: G1 SE

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