07/03/2017

Resenha: "A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar", de Esther Earl com Lori e Wayne Earl


O que são os problemas da vida perto de um câncer terminal? O que sentir, o que dizer e o que fazer diante de uma doença devastadora como essa? Sorrir, amar e viver o máximo que puder! É isso o que Esther Earl fez nos seus últimos anos de vida.

Em "A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar", conhecemos a doce jovem Esther Earl, carinhosamente chamada de Estrela por seu pai. Esther sempre foi uma criança alegre e brincalhona. Tinha uma vida totalmente normal como a de qualquer outra criança, até ser diagnosticada - aos 12 anos - com câncer de tireoide. 



Desde que recebeu o diagnostico e começou o tratamento, os pais e irmãos viram a vida de Esther ir se esvaindo em meio a tratamentos, medicamentos e à idas e vindas em hospitais. Mas em todo o tempo Esther resistia e vivia sorrindo, sempre com sua positividade e força enorme, algo que é surpreendente para alguém que já sabia que tinha uma doença terminal, que não tinha mais solução para reverter tudo isso, mas somente retardar o crescimento da doença.

"Vivemos em um mundo definido por seus limites: não se consegue viajar mais rápido que a velocidade da luz. Todo mundo deve e vai morrer. Não se pode escapar dessas limitações. Mas o milagre e a esperança da consciência humana é que ainda podemos conceber a infinitude." 
  
Mesmo com toda a luta, Esther se foi mas deixou lições importantíssimas para aqueles que tiveram ligação total com ela, mas, também, para todos aqueles que, de alguma forma, acompanharam o sofrimento dela dos 12 aos 16 anos de idade - período em que a doença foi diagnosticada e tratada, levando-a à morte. E é no livro que iremos conhecer muitas dessas lições, pois Esther descrevia muitos momentos de sua vida num diário, e todas essas escrituras estão presentes no livro. Além disso, contém relatos feitos por Esther, Lori e Wayne Earl - pais de Esther - num blog que virou um portal para quaisquer informações novas sobre o estado de saúde da jovem, isso porque o sofrimento dela não era mais algo que estava somente entre a família, mas sim um sentimento compartilhado por várias pessoas pelo mundo que se conectavam para rezar, torcer e dar uma palavra de apoio para Esther e sua família.


"Se eu pudesse pedir para ter três talentos, seriam: entrar em corpos (sem machucá-los) e tirar todo o câncer, dançar & PALAVRAS."

Fã de carteirinha do John Green, Esther fez amizades com um grupo de jovens intitulados de Nerdfighters. As pessoas que faziam parte eram fãs de Harry Potter, livros e outras coisas nerds da web. Esse contato que Esther mantinha com eles ajudou para que ela pudesse ter forças e seguir mais em frente, lutando pela vida pois, devido a doença, Esther não tinha uma vida normal como qualquer outra adolescente. Ela vivia mais em casa, respirava com ajuda de oxigênio disponibilizado pelo hospital e não podia fazer muito esforço. Tudo era muito limitado pra ela. Mas o grupo de jovens nerdfighters era uma grande companhia. E as pessoas que integravam o grupo têm muito o que dizer sobre ela. 


"A internet era um dos únicos lugares a que Esther poderia ir sem ser tratada como a "garota com câncer". 

No livro, temos relatos de alguns integrantes falando quem era a Esther Earl, inclusive do John Green, pois ele conheceu e manteve contato com Esther muitas vezes. E é o próprio John Green que escreveu a introdução de "A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar". Ele fala como conhece Esther e como foi importante para ele o tempo em que conviveu com ela.

"A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar" é um livro carregado de sonhos, desejos, esperança, amor e muitos outros sentimentos que nos faz refletir bastante sobre nossas vidas. Ele não só fala da luta de uma jovem menina contra o câncer de tireoide, mas diz muito de como o amor e a fé de dois pais e 5 irmãos é grande diante de uma doença tão forte. E realmente inspirador! 

"Estee caminhou sobre a terra com gentileza e profundidade. Ela amou muito e sem exceções. Sua vida é um verdadeiro memorial, um monumento vivo que vai sobreviver a todos nós."

Sobre a parte estética, a capa é bonita e tem uma foto de Esther; o livro contém folhas de cores diferentes, uma fonte agradável, muitas fotos de momentos de Esther e desenhos feitos por ela. A Editora Intrínseca caprichou e fez uma edição bem colorida, divertida, assim como era a Esther.

Para quem não sabe, a história de Esther serviu de inspiração para "A Culpa é das Estrelas", escrito por John Green, que logo teve sua história adaptada para um longa-metragem.

Ficha Técnica:

Obra: "A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar"
Autores: Esther, Lori e Wayne Earl
Editora: Intrínseca
Publicado: 2014
Páginas: 448
Compre: Amazon
Adicione: Skoob
★★★★☆ Muito bom!


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