23/09/2018

Resenha: "A Incendiária", de Stephen King

Resenha por: Pedro Gabriel 
Obra: A Incendiária 
Autor: Stephen King
Editora: Suma (Companhia das Letras)
Gênero: Ficção/Ficção Científica
Páginas: 448
Ano: 2018
Onde Comprar: Amazon - Físico (capa dura) ou E-book 
Adicione: Skoob
Nota: ★★★★☆ 
Livro cedido pela editora.
SINOPSE: Uma criança com o poder mais extraordinário e incontrolável de todos os tempos. Um poder capaz de destruir o mundo. Após anos esgotado no Brasil, A Incendiária volta às livrarias como parte da Biblioteca Stephen King, coleção de clássicos do mestre do terror em edição especial com capa dura e conteúdo extra. No livro, Andy e Vicky eram apenas universitários precisando de uma grana extra quando se voluntariaram para um experimento científico comandado por uma organização governamental clandestina conhecida como “a Oficina”. As consequências foram o surgimento de estranhos poderes psíquicos — que tomaram efeitos ainda mais perigosos quando os dois se apaixonaram e tiveram uma filha. Desde pequena, Charlie demonstra ter herdado um poder absoluto e incontrolável. Pirocinética, a garota é capaz de criar fogo com a mente. Agora o governo está à caça da garotinha, tentando capturála e utilizar seu poder como arma militar. Impotentes e cada vez mais acuados, pai e filha percorrem o país em uma fuga desesperada, e percebem que o poder de Charlie pode ser sua única chance de escapar.

🔥👧🔥

Em 1969, quando tinha apenas 22 anos, Andy aceitou participar de um projeto experimental em que um composto químico confidencial, intitulado de 'Lote Seis', foi injetado nele e em outras pessoas que também aceitaram ser cobaias. O experimento era responsabilidade do Departamento de Psicologia de uma universidade em parceria com um serviço de inteligência americano chamado de 'a Oficina'. Andy aceitou tudo isso porque estava precisando de dinheiro e seriam pago 200 dólares para cada participante. Mas o experimento não saiu como todos esperavam, inclusive para Andy. Ele acabou desenvolvendo um poder sobrenatural que pode controlar a mente das pessoas.


No local onde foi realizado o teste do 'Lote Seis', Andy conheceu Vicky. Com o tempo, o casal foi se apaixonando e tempos depois nasceu a Charlie, uma doce garotinha dos cabelos louros. A união deles foi o suficiente pra desenvolver na garota um poder ainda mais extraordinário que pôde ficar mais nítido com o passado dos anos em que Charlie foi crescendo. 

A pequena garota nasceu com a pirocinética, o poder de controlar o fogo. Ela acabava causando pequenos incêndios, principalmente quando estava com raiva. Charlie não tinha controle da situação e acaba ateando fogo em qualquer lugar, inclusive em pessoas.



"Uma passagem suave e silenciosa de ar quente... e de repente o urso de pelúcia estava em chamas. O bichinho machucou Charlie; Charlie machucaria o bichinho."

A organização governamental era clandestina, mesmo assim tinha um poder imenso, o que dificultou a situação de Andy e sua família. Sabendo que a criança aos seis anos já tinha esse poder extraordinário, a Oficina começou a caçá-la afim de fazê-la de refém para ser estudada e ser vítima de novos testes.


Charlie acabou se tornando ainda mais valiosa para a Oficina e agora eles farão de tudo pra pegá-la, mas Andy vai fazer o que for preciso para proteger a filha. Custe o que custar!


"Os homens na varanda usando suas coroas de chamas. Os carros explodindo. As galinhas pegando fogo. O cheiro de queimado que era sempre o cheiro de enchimento queimado, o cheiro do ursinho de pelúcia. (e ela gostou)

Era isso; esse era o problema. Quanto mais ela fazia, mais gostava; quanto mais fazia, mais conseguia sentir o poder, uma coisa viva, ficando cada vez mais forte."




Esse foi o meu primeiro contato com a escrita do Stephen King. Confesso que há muito tempo eu estava curioso pra ler as histórias dele. Até então eu só tinha visto adaptações cinematográficas. Ler "A Incendiária" foi uma experiência incrível, mesmo sendo o meu momento introdutório ao mundo das histórias do autor.

Acho que o que mais me causou estranheza foi o gênero literário do livro. Comecei a ler achando que seria mais um daqueles livros de terror que ele escreve e são bem comentados, mas não foi. "A Incendiária" é um livro bem mais de ficção científica do que terror. Pra quem gosta é uma maravilha, mas eu não curto tanto o gênero. De qualquer forma, como eu já disse, foi incrível.


Apesar da história ter se arrastado em alguns momentos - com diálogos às vezes desnecessários -, a narrativa fisga o leitor e o conduz pelas páginas carregadas de muita ação, suspense e muita angustia por parte dos protagonistas, principalmente da pequena Charlie.

Aí entra uma questão particular: como o Stephen King conseguiu me deixar emocionalmente abalado com uma história de ficção científica cheia de ação? Não compreendo, apenas fiquei bem triste com alguns acontecimentos relacionados à Charlie e sua família. Coração de canceriano é fod*. Mas vida que segue!


Falando sobre os personagens, gostei bastante da construção deles. Charlie ganhou meu coração desde o primeiro momento. Ela foi guerreira o tempo todo. É nítido o quanto ela amadurece - não apenas pela idade, mas também por causa das situações que enfrenta ao longo da narrativa.

Charlie sofre muita pressão ao estar fugindo para se proteger da Oficina. Tinha medo de ser pega, da organização fazer algo com o pai, de morrer... ela apenas queria ter uma vida normal convivendo com outras crianças, estudando; só queria estar bem ao lado de sua família.


Ao longo da leitura, através da narrativa não linear, iremos conhecer o passado de Andy e Vicky e indo mais a fundo pra compreender o porque dessa busca incessante por parte da Oficina.

Em suma, posso dizer que ler "A Incendiária" foi uma experiência muito boa. Para os amantes de boas histórias de ficção científica, a obra é uma indicação das boas. Vai encontrar muita ação, mistérios, sangue e ainda vai se emocionar com o amor lindo de um pai por sua filha. Vale a pena!


A nova edição foi publicada pela Suma, selo pertencente ao Grupo Companhia das Letras. A publicação faz parte de uma coleção chamada Biblioteca Stephen King - que conta com outras obras do autor, todas em capa dura. Falando nisso, a capa está lindíssima. 

Além do título, dá pra sentir também o urso em alto relevo. Por dentro, a diagramação está impecável. A fonte possui um tamanho agradável, as folhas são amareladas e a obra ainda conta com folhas pretas no início e final do livro. Uma edição pra ninguém botar defeito. Um belo trabalho da editora Suma.


📖Boa leitura, pessoal!📖


"O fato de que o mundo, embora iluminado por lâmpadas fluorescentes, incandescentes e néon, ainda está cheio de cantos e esconderijos e buracos escuros e sombrios."



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