02/10/2018

Entrevista: Autor Marco Birkheuer


O jovem escritor Marco Birkheuer tem 19 anos e é morador de Montes Claros, cidade localizada ao norte de Minas Gerais. Desde que mergulhou na escrita, Marco já publicou mais de seis obras, ganhando dois prêmios por elas.

Recentemente, Marco publicou seu mais novo livro: "O Estigma das Estrelas", uma obra que retrata temas importantes como o suicídio e a sexualidade. Neste romantic-thriller, o autor narra a odisseia dos gêmeos Aro e Oro Haus, que veem suas vidas se arruinarem por conta dos erros de muitos.

Pra conhecer mais sobre ele e seu novo lançamento, o bate-papo de hoje é com o próprio Marco Birkheuer.

PEDRO: Seu novo lançamento se chama "O Estigma das Estrelas". Conte-nos um pouco sobre a história e o que o leitor pode esperar da obra.
MARCO: É uma história trágica, que, como qualquer melodrama, é caracterizada pela predominância de situações violentas e sentimentos exagerados. Há construções absurdas no enredo que servem de impulso para a interação dos personagens. Tudo isso ao longo de onze episódios e um prólogo com quatro cenas. O livro começa com Aro e Oro, gêmeos idênticos, sendo abandonados com os tios abusivos, concessionários da HARPIA, uma máfia de Adarte. Vivenciando coisas horríveis, eles seguem caminhos distintos. Aro se torna um progressista professor de francês. Oro, infelizmente, se prostitui, tendendo a ser um potencial suicida. Com uma reviravolta já no primeiro episódio, preparo o terreno para um encontro entre Aro e Matteo, filho do ‘‘chefe oculto’’ da gangue. A partir dessa reunião, uma força indescritível acontece na catástrofe, e surgem questionamentos ligados à sexualidade, às mudanças para se rebelar contra um sistema injusto. O leitor pode esperar uma odisseia cheia de variações e sentimentos entrelaçados. Acima de tudo, uma obra feita com amor e cuidado, mas que reconhece seus limites e admite seus defeitos de produção, tendo em vista a independência editorial. 



P: O que te inspirou na criação dos nomes dos personagens da história?
M: É curioso o jeito como a criatividade atua em minha mente. Tudo vem num piscar de olhos e nem sei como. Sou tipo um George Martin para nomes. Quando apresentei a trama para um amigo, ele virou para mim e disse: ‘‘Aro e Oro? Eles têm um primo chamado Oreo?’’ Eu, naturalmente, enfartei de rir. Mas, é minha intenção proporcionar a estranheza. Existem nomes que foram homenagens: Eneida, à minha mãe do coração do curso de Direito; Normajean, à Marilyn Monroe; Hinata Franco e L-Cravo, às minhas orientadoras icônicas. Quanto aos outros – se explicasse de onde eles vieram, eu estaria mentindo. 

P: Como foi o processo de escrita?
M: Comecei em 2015. Era para ser um sci-fi com cinco gêmeos que seriam meio Power Rangers e X-Men, disputando um trono de ferro em Adarte. Ficou uma bosta. (E não, eles não se chamariam Aro, Ero, Iro, Oro e Uro – risos-). Depois, perdi algumas pessoas e meu mundo desabou. Aquele universo cheio de fantasia acabou sumindo, dando lugar a algo mais furioso e sombrio. Queria falar sobre jovens homossexuais, com vidas distorcidas, e que encontrariam amparo um com o outro. Cada episódio possui um título que corresponde a fase da vida de uma estrela, que vai desde uma nebulosa até um buraco negro. A partir do sétimo capítulo, passei a escrever os diálogos primeiro, para depois solidificar as cenas com descrições de espaço e tudo mais. Tenho verdadeira adoração por confrontos, não há coisa melhor do que escrever um barraco pegando fogo. Um leitor até me disse que OEDE é um manual de xingamentos em francês.

P: "O Estigma das Estrelas" está sendo publicado de forma independente. Como foi esse processo de publicação da obra?
M: Eu não sou um escritor incrível, popular e magistral. Realmente não pretendo ser. Mas, se tenho uma história guardada no peito, por que não dividiria? Já tenho leitores fixos e maravilhosos desde Segure Minha Asa (2014), por isso, desiludido com minha antiga editora, decidi tomar as rédeas da produção, custeando-a autonomamente. Quando toquei pela primeira nos exemplares – de páginas negras, capa com laminação brilhante, ilustrações experimentais – eu vi que tudo havia valido a pena, mesmo que com pequenas falhas advindas do post-production. Seria uma perfeita despedida. A primeira tiragem, da MX, foi um sucesso comparado a outros escritores independentes.
Enquanto a do Clube de Autores, que pedi somente 4 exemplares para testar, ficou uma grande e vergonhosa merda (páginas com contraste muito alto, demora de entrega e por meio diferente do pactuado, letras faltando...). Não vejo a hora da segunda tiragem da MX chegar. Eles são profissionais esplêndidos.

P: Como a literatura entrou na sua vida?
M: O primeiro livro que li foi Reinações de Narizinho, do Monteiro Lobato. A partir disso, não há lugar melhor para se estar do que em uma biblioteca. 

P: De onde vem a inspiração na hora de escrever suas obras?
M: Não há um parâmetro certo sobre isso. Vem de tudo. Da minha própria vida, de terceiros, músicas, séries... Em O Estigma das Estrelas, fui muito influenciado por Orphan Black, do Graeme Manson e John Fawcett. Inclusive, posso até vislumbrar que Aro e Matteo são variantes masculinas de Cosima Niehaus e Delphine Cormier. Além disso, o livro é, de certa forma, uma releitura mais madura das minhas obras anteriores.  

P: Agora vamos para um rápido pingue-pongue:

Signo: Libra.
Um livro: Confissões de Inverno (Brendan Kiely)
Uma autora: Elizabeth Haynes.
Um autor: Rogério Greco.
Uma mania: Perfeccionismo.
Uma música: All I Want - Sarah Blasko
Um programa de TV: Anne With An E
Um sonho realizado: Minha vida é uma caixinha de sonhos não realizados.
Um sonho ainda não realizado: Dormir na praia.
Uma curiosidade sobre você: Tentei ser ator, mas foi horrível.
Um amor: O próprio.
Um medo: O amanhã, de modo geral.
Um momento marcante: Receber o meu primeiro prêmio.
O Estigma das Estrelas: É luz, mas também é treva.
Se defina em uma palavra: Pequeno.
Uma frase: - Para corrigir os erros de muitos, ou você rompe as amarras e mordaças, ou aprende a viver com elas – O Estigma das Estrelas.

P: Você já está escrevendo algum novo livro?
M: Ideias não faltam, mas OEDE é possivelmente meu livro de despedida do mercado editorial, embora deixe alguns ganchos para continuação.

P: O que você tem a dizer para os autores que estão começando agora?
M: Não se deixem limitar por editoras adestradoras e mequetrefes. Autonomia também traz sucesso e não é preciso ser rico para isso. Se esforce e resultados virão!

P: E qual mensagem você deixa para os seus leitores?
M: Obrigado imensamente pelo apoio e paciência. Tudo isso não estaria acontecendo se não fosse por vocês.


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