02/04/2019

Resenha: "O sem-fim da infância", de Eumara Maciel

Resenha por: Pedro Gabriel
Obra: O sem-fim da infância
Autora: Eumara Maciel
Editora: Penalux
Gênero: Crônicas
Páginas: 78
Ano: 2018
Onde Comprar: Amazon - Físico | Loja Penalux
Adicione: Skoob
Nota: ★★★★★
Livro cedido pela editora.
SINOPSE: Essas são crônicas das cartografias de uma infância repleta de fatos memoráveis do cotidiano de uma comunidade no interior da Bahia, que têm dimensões humanas e ultrapassam qualquer geografia ou particularidades, quando tratam de temas universais, tais como: o nascimento, a infância, a velhice, a morte, a chuva, o ato de comer, as enfermidades, a escola, entre outras abordagens que, de maneira leve, local e global ao mesmo tempo, traçam mapas das gentes, das imagens e das emoções como um modo particular de voltar até aquele lugar. De rever as pessoas. De reviver, através desta escrita, o que não é mais tangível.

💭👧💭

"O sem-fim da infância", escrito por Eumara Maciel, é um convite especial para viajar ao passado dela, a pisar no chão de barro do singelo e encantador Povoado Serra Queixo, que fica localizado no Centro-Norte da Bahia - a terra do Axé e de muitas outras ricas histórias. Mais do que uma viagem ao passado da autora, é uma oportunidade do leitor relembrar algumas experiências que teve ao longo da infância. 


Com uma narrativa fluida, as crônicas de Eumara trazem fatos que marcaram a infância dela no interior baiano e transporta o leitor, independentemente da idade, às vivências dela. E muitas das crônicas dialogam diretamente com a realidade de diversas pessoas. 


"Quando criança, lembro de que, embora não fosse algo comum, havia um cerimonial, lá no Serra Queixo, com a chegada da chuva. Os mais velhos, as formigas e os escorpiões sabiam ler os sinais da chuva, fosse ela um apaga-pó ou um toró. Então, se tivessem: relâmpagos ao Norte, vento varrendo as folhas do chão, algaroba resinando, mandacarú em flor, formigas em retirada linear, escorpiões enfeitando as paredes, cheiro longínquo de terra molhada e a infalível dor no joelho dos velhos... preparávamos para um período chuvoso."


A autora fala sobre os costumes da localidade em que vivia, das brincadeiras, da típica culinária local, relembra momentos em família, fala sobre lendas urbanas, conversa com o leitor sobre o costume de utilizar ervas medicinais para combater determinados problemas de saúde e até faz uma breve observação sobre como as pessoas lidam com a morte. 

Eumara também aproveita para refletir sobre o quanto hoje estamos tão atarefados e como a correria diária nos impede de viver ou reviver momentos simples e prazerosos, como os que foram narrados nas crônicas. 



Tudo isso, foram e são vivências, sabores de uma infância que ficou fortemente marcada em si mesma e que com certeza também ficou em vários leitores. É uma verdadeira volta ao passado. Para outros é até uma oportunidade de conhecer um pouco dessas experiências no sertão e de um passado marcado por dificuldades, mas cheio de alegrias.


"Vó nos olhava comendo e parecia saciada com a cena; tinha fome de nos ver alegres. Seu amor era meu prato favorito. Assim, alimentava nosso estômago e nosso espírito."



A escrita da autora vai da informal a mais poética. É acessível e ela narra tudo de uma forma tão singela que acolhe o leitor em uma nostalgia profunda pelos tempos que não voltam mais. Nos faz viajar e até nos emociona. Nos faz sentir saudades de todas essas experiências. 

Mesmo tendo apenas 22 anos, muito do que li dialogou com meu passado ao lado de minha bisavó maravilhosa, a Dona Josefa, com minha avó materna Maria Neuza (in memoriam), ao lado dos meus pais e nas brincadeiras e histórias entre primos e primas. 



A Eumara Maciel tem muito talento com a escrita e conseguiu construir uma narrativa bem convidativa, além de apresentar cenários que conseguem aguçar a imaginação. O leitor quer conhecer tudo até o final. 

Para aqueles que gostam de crônicas e querem reviver um pouco desse passado sereno e feliz, a leitura de "O sem-fim da infância" está mais que indicada. É um livro que vai causar diversas sensações, principalmente para aqueles que vivem ou já viveram no sertão. 



A publicação do livro foi feita através do selo editorial Lampejos, da Editora Penalux. O livro tem uma capa bonita, as folhas são amareladas e a fonte tem um tamanho bom. Além disso, a edição possui orelhas e diversas ilustrações a cada novo capítulo, todas de autoria de Daniel Azevedo


📚Boa leitura, pessoal!📚


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