24/06/2019

Resenha: "Lady Killers: Assassinas em Série", de Tori Telfer

Resenha por: Pedro Gabriel 
Obra: Lady Killers: Assassinas em Série
Autora: Tori Telfer
Editora: Darkside Books 
Gênero: Não-Ficção/Biografia 
Páginas: 384
Ano: 2019
Onde Comprar: Amazon (capa dura) | Loja Darkside Books 
Adicione: Skoob
Nota: ★★★★★
Livro cedido pela editora.
SINOPSE: Mulheres letais, inteligentes e manipuladoras. Prepare-se para realizar uma investigação criminal ao lado da Darkside Books e sua divisão Crime Scene. Esqueça tudo aquilo que você achava que sabia sobre assassinos letais - perto de Mary Ann Cotton e Elizabeth Báthory, para citar apenas algumas, Jack, o Estripador ainda era um aprendiz. Lady Killers: Assassinas em Série é um dossiê completo sobre a vida de catorze mulheres que deixaram rastros de corpos por onde passaram. Uma obra fundamental para os fãs de criminologia que querem compreender a mente das assassinas que são horrivelmente - e essencialmente - humanas.


💀👧👩👵💀

A mente humana é um calabouço de segredos. Mistérios e mais mistérios rondam a mente de muitas pessoas despertando nelas os instintos mais mórbidos e avassaladores. Muitas das vezes a sociedade acredita que esses pensamentos somente habitam a mente do homem. Engana-se quem pensou e ainda pensa dessa forma. "Lady Killers: Assassinas em Série", escrito por Tori Telfer prova que o mal também habitou muitas mulheres, tornando-as psicopatas e que suas histórias foram silenciadas ao longo do tempo.


E essa história começa desde muito tempo. Mais precisamente, numa era em que as mulheres eram consideradas bruxas devido a algumas atitudes suspeitas. Pior que consideradas, elas eram julgadas e mortas de formas desumanas. Algumas eram inocentes, outras nem tanto.


"Assassinas em série são mestres do disfarce: elas andam entre nós, no mundo, como nossas esposas, mães e avós."

Suas atrocidades surgiam na medida em que esses estranhos comportamentos eram percebidos pela população local. Investigadas a fundo, seus crimes foram descobertos e chocaram as pessoas por suas perversões, jeito habilidoso de matar e as atrocidades cometidas.


Elizabeth Báthory, Lizzie Halliday, Mary Ann Cotton, Anna Marie Hahn, Kate Bender, Alice Kyteler, Dagmar Overbye, Heloísa Borba Gonçalves, dentre tantas outras. A lista de assassinas em série só foi crescendo ao longo do tempo e ficando marcada na história do mundo, mas ainda assim esses casos foram esquecidos. Quem mais foi ganhando repercussão e espaços na imprensa e opinião pública, foram os assassinos em série. Por exemplo, antes mesmo do Jack, o Estripador surgir, Mary Ann Cotton já tinha deixado rastro de sangue ao matar diversas pessoas, mas a humanidade só conhecer pra valer a história do Jack.




"Ela representava o lado obscuro do ideal feminino da era vitoriana: a ideia de que nada era mais doce e mais puro do que uma boa mulher dona de casa." - sobre Mary Ann Cotton. 

No decorrer da leitura, a Tori Telfer dá aos leitores o prazer - pelo menos aos apaixonados por leituras do gênero - de conhecer as histórias de mais de 14 mulheres fatais e instiga o leitor a refletir sobre as diversas situações que elas vivenciaram para enfim tentar compreender o que as tornou serial killers. 

Muitas delas mataram - através de diversos métodos - por ciúmes, amor, medo, loucura, vingança, ambição e prazer. O deleite em ver corpos desmembrados, sangue, dor, desespero, suplicas... em ver a morte pelos olhos das vítimas.



"É difícil imaginar o tipo de pessoa que conseguiria assistir aos irmãos morrendo tão devagar, em tal agonia, mas aquele era o negócio de Marie. Ela estava furiosa. As 'paixões violentas' que saturavam sua vida incluíam não apenas luxúria e cobiça, mas um desejo ardente de vingança. E seus irmãos, junto de seu pai, representavam a gaiola patriarcal contra a qual ela se debatia constantemente." - sobre Marie-Madeleine. 

As assassinas citadas são de diversas partes do mundo, inclusive do Brasil. A brasileira citada matou todos os maridos e acumulou um patrimônio de mais de 20 milhões de reais e até hoje está foragida. Cuidado, hein?! rs


A autora também aborda bem o fato das mulheres serem consideradas sexo frágil, delicadas, intocáveis, julgadas como sem capacidade de cometer tais brutalidades. E isso reflete muito do machismo, do fato de não acreditarem nas mulheres e suas habilidades - seja para o bem próprio, da humanidade ou para o mal.


"Enquanto era entregue ao carrasco, ela trovejou: 'Este é o lugar onde as pessoas fortes ficam de pé. Eu sou uma mulher forte e fiz coisas que nem mesmo homens são capazes de fazer'." - sobre Sakina. 



A publicação ainda traz dicas de leituras de outros livros que falam sobre assassinos em série, principalmente sobre mulheres. Também há uma Galeria do Mal feita especialmente pelo site brasileiro Aprendiz Verde. E, claro, uma lista de obras cinematográficas (curtas metragens, filmes, documentários, séries e até mesmo clipes e peças musicais) que têm serial killers como personagens e que foram inspiradas em assassinas reais. 

Em suma, posso dizer que ler "Lady Killers: Assassinas em Série", da Tori Telfer foi uma experiência ainda melhor, já que eu somente conhecia mais assassinos através das leituras que fiz. A autora humaniza essas mulheres de uma maneira interessante e isso é bom. Apesar de tudo o que cometeram, algumas delas tiveram motivos que só elas mesmas podiam compreender. Por mais que lutassem contra, algo mais forte falou alto. E a vida delas refletiu bastante nos atos cometidos. Nada justifica tais atos desumanos, mas não podemos condená-las. Cada um sabe o que sente e vive.


Por vários motivos, a leitura da obra está mais que indicada. E mais: ainda indico que leia outros livros de histórias reais sobre o mesmo tema - serial killers e assassinatos -, como "Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel? e Made In Brazil", de Ilana Casoy, "Meu Amigo Dahmer", de Derf Backderf, "Casos de Família", de Ilana Casoy, "Social Killers - Amigos Virtuais, Assassinos Reais", de J. J. Slate e R. J. Parker ou "Serial Killers - Anatomia do Mal", de Harold Schechter.

"Lady Killers: Assassinas em Série" foi publicado através do selo Crime Scene, da cavernosa Darkside Books. A edição está bem caprichada - como todas as outras publicadas pela editora. A capa e contracapa estão muito bonitas, as ilustrações - feitas pela Jennifer Dahbura - são incríveis, a fonte tem um tamanho bom, as páginas são meio amareladas e outras são rosas e pretas. Além disso, a edição tem capa dura e uma fita com o nome Crime Scene que serve como marcador de página.



"Acredito no poder curativo e esclarecedor da narração, e penso que há algo de proveitoso em olhar para o mal, em tentar compreendê-lo, imaginando se talvez somos todos um pouco responsáveis."

Boa leitura, pessoal!


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